Defesa Contra a Maré do Modernismo

PAUL RADER

12/26/20242 min read

woman in black long sleeve shirt and blue denim jeans sitting on white concrete wall
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Nunca me esqueço da ocasião em que a maré do modernismo tentou invadir nosso lar. Minha irmã tinha pendores artísticos, era nervosa e temperamental, e tudo o mais, e nós tínhamos que respeitar isso. Ela era "artista", mas nós tínhamos de trabalhar para ganhar a vida. Ela só pensava em música. Acabava de voltar do seu primeiro ano na faculdade.
Naquela manhã, quando íamos orar todos juntos, ela se levantou, pediu licença educadamente e foi para seu quarto.
Naquele primeiro dia, papai deixou passar; mas no dia seguinte, quando ela se levantou, ele disse:
— Fique quieta aí.
— Mas não quero ficar mesmo, replicou meio emburrada.
— Isso não tem importância; fique!
— Eu acho que a gente deve ter liberdade nessa questão de religião, respondeu ela.
— Você pode ter a liberdade religiosa que quiser, disse papai, mas aqui nesta casa quem manda sou eu. Eu é que sustento você: dei-lhe comida, as roupas que está vestindo, pago a faculdade. Sente-se e fique quieta, enquanto seu pai, que a ama, vai ler e orar.
Outra feita, foi meu irmão mais velho quem veio à nossa casa. Mudara-se para outra cidade e fizera fortuna. Fumava um grosso charuto, na varanda de trás da casa. Papai veio lá de dentro, estendeu o braço, pegou o charuto e jogou-o no quintal. Depois disse:
Não fume essas coisas por aqui.
— Eu só queria saber que direito o senhor tem de jogar fora meu charuto, disse meu irmão queixando-se.
— Você sabe o que penso, replicou papai. Esta casa é minha. Estou criando meus filhos e quero criá-los muito bem. E aqui você não pode fazer isso. Quando você tem um patrão, ele lhe diz se pode ou não fumar no escritório ou na oficina. Mas nesta casa mando eu. Deus me deu ordem de agir assim.
— Pois então vou embora, disse ameaçando.
— E eu sinto muito, falou papai tranquilamente. Eu o amo, mas se você prefere o charuto em vez de sua casa, pode ir.
Ele se foi, e não apareceu por três semanas; mas depois voltou e disse:
— Pai, o senhor tem razão. Eu concordo com o senhor e vou agir como deseja.
Existem muitas pessoas hoje em dia que dizem:
— Bom, a gente tem que deixar os filhos fazerem o que querem.
É mesmo? Então, podemos dar adeus para o lar, para o governo e para tudo o mais. Mas lembremo-nos, antes, que Deus não apoia, em absoluto, esse modo de pensar.

Extraído com permissão de Herald of His Coming.